
Niterói revisitada.
Escrito por aricci às 18h07
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Escrito por aricci às 18h03
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Bailacorbailacorbailacoração
Escrito por aricci às 16h48
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Olhar não ver viver você
Escrito por aricci às 16h41
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é sempre dentro de mim esse muro
as divisórias internas do escritório carnal
quem me cobra o fracasso? Quem?
me iludo e digo que meu passado
vive um menino feliz (menino sem mimo)
o tempo e esse desgaste, esse vento áspero
é sempre este poema a me fitar no escuro
essas fraturas expostas, essas podres
em tudo, a presença viva da poesia de drummond
é sempre dentro mim essa vontade enorme
de caminhar entre gentes e encontrar pessoas
Ah, esse desprezo, essa inveja, essa alegria covarde
dentro de mim, fora de mim, as armaduras de aço
os escudos, as couraças – o museu do toque
a promessa de mais uma linha, conclusiva, final
a tensão que dignifica a vida
esse mal estar permanente
o sofrimento: meu e alheio
as testas enrugadas, os braços cortados
o coração aberto, coberto de moscas
o poema lixando os olhos
um ipê roxo florido ao longe, no meio da mata
é sempre dentro de mim esse reciclar de lágrimas
é sempre dentro de mim esse vazio.
Nicolas Behr
Escrito por aricci às 16h38
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Leve movimento
Escrito por aricci às 16h32
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Mor só cró nó cri ito mito Grito
Escrito por aricci às 16h07
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À trindade regurgitofágica
Alexandre Manoela Daniel
Escrito por aricci às 16h01
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Esperarparapararesperar
Para minha querida amiga Manoela.
Escrito por aricci às 15h27
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A FALTA QUE AMA
Entre areia, sol e grama
o que se esquiva se dá,
enquanto a falta que ama
Procura alguém que não há.
Está coberto de terra,
Forrado de esquecimento.
Onde a vista de aferra,
a dália é toda cimento.
A transparência da hora
Corrói ângulos obscuros:
Cantiga que não implora
Nem ri, patinando muros.
Já nem se escuta a poeira
Que o gesto espalha no chão.
A vida conta-se, inteira,
em letras de conclusão.
Por que é que revoa à toa
o pensamento, na luz?
E porque nunca se escoa
O tempo, chaga sem pus?
O Inseto petrificado
Na concha ardente do dia
Une o tédio do passado
A uma futura energia.
No solo vira semente?
Vai tudo recomeçar?
É falta ou ele que sente
O sonho do verbo amar?
Carlos Drummond de Andrade
Escrito por aricci às 15h22
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Corpoportoprontopara
Escrito por aricci às 15h21
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Vozes da Morte
Agora sim! Vamos morrer, reunidos,
Tamarindo de minha desventura,
Tu, com o envelhecimento da nervura,
Eu, com o envelhecimento dos tecidos!
Ah! Esta noite é a noite dos vencidos!
E a podridão, meu velho! E essa futura
Ultrafatalidade de ossatura,
A que nos acharemos reduzidos!
Não morrerão, porém, tuas sementes!
E assim, para o futuro, em diferentes
Florestas, vales, selvas, glebas, trilhos,
Na multiplicidade dos teus ramos,
Pelo muito que em vida nos amamos,
Depois da morte ainda teremos filhos.
Augusto dos Anjos.
Esse grande circular
que não passa
esse L2 Sul que não vem
e eu aqui parado
neste ponto de ônibus
esperando a chuva passar,
essa chuva que não vem.
Nicolas Behr
Escrito por aricci às 15h18
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Quem avisa conselho alerta alerto desperto despido, amigo?
Escrito por aricci às 15h11
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Ambigüidade
Escrito por aricci às 15h02
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Tempestade.
Hoje em meio à tempestade,
Negado foi-me meus poucos direitos.
Errei pelo apartamento...
Impossível dormir...
Na cozinha, entre os lampejos de luz
observei minh’alma secando,
estendida entre a calça jeans e a camiseta branca.
A.Ricciardi
Escrito por aricci às 14h46
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Virgem insana
Escrito por aricci às 14h27
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Fluxo de corrosão
Escrito por aricci às 14h21
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Fragmentos
Escrito por aricci às 14h05
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Aos meus queridos fantasmas...
Escrito por aricci às 13h14
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O Café.
Pensei tê-la visto
nos olhos da noite
nos olhos da noite profunda.
Olhos amparados,
olhos dos ipês roxos do cerrado,
olhos ocos, cansados,
olhos já findos.
Pensei tê-la visto chorar
na mesa onde nunca estiveste
Pensei tê-la visto despertar,
Mover-se...
Curvar-se com a xícara na mão.
Mas, não houve café, olhar, alegria ou tristeza...
Apenas o vazio da realidade.
A. Ricciardi
Escrito por aricci às 10h38
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A natureza não é boa nem má. Não nos julga com o peso da moralidade humana. Porém, por vezes, em sua forma de ser, mostrar-se gentil ao errante que passa. Fui recebido com flores pelo mar de Daniela.

ÀS FLORES DE DANIELA, MINHA GRATIDÃO.
Escrito por aricci às 10h13
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REGURGITOFAGISMO É:
ROMÂNICO ÓPTICO GÓTICO PRETÉRITO GRÁFICO GÁSTRICO GRAFITE ESPAÇO UNIÃO
ROMÂNTICO CAÓTICO CÍCLICO ANALÍTICO FEIXE DELEITE PORTA PALPITE PULSÃO
HIPOTÉTICO HIPNÓTICO ENTRÓPICO MODERNO LINHA PLANO FUNDO FIGURA FUSÃO
TROPICAL MINIMAL MARCO ESTILO INSENSATO CONCRETO CONTRASTE CLAREZA CLARÃO
HUMANO SERRA SERRANO CERRADO RASGADO COMEÇO FLUXO FIXO FICÇÃO
SUPREMO SERENO CLÁSSICO ETERNO TATO TEXTO CONTEXTO TEXTURA TESÃO
DADÁ DELÍRIO IDÍLICO LUNÁTICO POSE PROSA PRESSA PICHE PISTÃO
NEGRA MARCA MASCARA METÓDICO SINTÉTICO POÉTICO PONTE PONTA PONTÃO
AMBÍGÜO LUZ LINGUAGEM CONCISO PRECISO SIMÉTRICO RÍTMICO MASSA IMERSÃO
TRANSPARÊNCIA INCOERÊNCIA DEVANEIO ATITUDE FORÇA FOCO FIO EXAGERO LIÇÃO
ESOFÁGICO ALEATÓRIO HARMÔNICO ABSTRATO OPACO
IMPRESSO IMPRESSÃO
CIBERNÉTICO HISTÓRICO FOTOGRÁFICO BICO BORDA ASA EIXO FAIXA GALPÃO
CONTRADITÓRIO PROFUNDO DIGITAL CASUAL TONAL VAZIO
VISTA VISADA VISÃO
PENSAMENTO INSTANTE TOPO FATO FEIRA FIO FACA MÉTRICA FRAGMENTAÇÃO
PEDRA PRELO PRENSA FILTRO FREQÜÊNCIA SEQÜÊNCIA FORMA FALHA FRAÇÃO
VÔMITO ICÔNICO ELETRÔNICO FACE INTERFACE POSSE PASSO ESPAÇO TENSÃO
BORRACHA BURIL BIZEL METAL SARAU SIGNO SISO SENSO CISÃO
CONSTANTE CONTÍNUO ENCONTRO RETA VERSO VIDA RIMA RETORNO ILUSÃO
MOMENTO METÁFORA MADEIRA MAMBEMBE RISADA RIMA REVÉS RAIADO RAZÃO
TINTA TEMPO FORTE COR CORAGEM RUMO RELEVO REVERSO CARVÃO
CURVA CRIVO CERDA CORTE GOIVA GRAÇA CRENÇA CREDO CRIAÇÃO
ARCO RETA PONTO PENA PÓ POEIRA PAPEL CRIANÇA PAIXÃO
Escrito por aricci às 10h02
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RE-FLUXO
UMA VISÃO DO
regurgitofagismo
Escrito por aricci às 10h01
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Bandolim
Cantas, soluças, bandolim do Fado
E de saudade o peito meu transbordas;
Choras, e eu julgo que nas tuas cordas
Choram todas as cordas do passado!
Guardas a alma talvez dum desgraçado,
Um dia morto da ilusão às bordas,
Tanto que cantas, e ilusões acordas,
Tanto que gemes, bandolim do Fado.
Quando alta noite, a lua é triste e calma,
Teu canto, vindo de profundas fráguas,
É como as nênias do Coveiro dalma!
Tudo eterizas num coral de endechas...
E vais aos poucos soluçando mágoas,
E vais aos poucos soluçando queixas!
Augusto dos Anjos.
Escrito por aricci às 09h58
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"Quereis tornar imaginável tudo quanto existe; porque duvidais com justa descofiança que tudo que existe seja imaginável"
Nietzsche
Escrito por aricci às 09h42
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A Carta
Hoje encontrei dentro de um livro uma velha carta
[amarelecida,
Rasguei-a sem procurar ao menos saber de quem seria...
Eu tenho um medo
Horrível
A essas marés montante do passado,
Com suas quilhas afundadas, com
Meus sucessivos cadáveres amarrados aos mastros
[e a gávea...
Ai de mim,
Ai de ti, ó velho mar profundo,
Eu venho sempre à tona de todos os naufrágios!
Mario Quintana.
Escrito por aricci às 09h39
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Preparação para a morte
A vida é um milagre.
Cada flor,
Com sua forma, sua cor, seu aroma,
Cada flor é um milagre.
Cada pássaro,
Com sua plumagem, seu vôo, seu canto,
Cada pássaro é um milagre.
O espaço infinito.
O espaço é um milagre.
A memória é um milagre.
A consciência é um milagre.
Tudo é milagre.
Tudo menos a morte.
- Bendita a morte, que é o fim de todos os milagres.
Manoel Bandeira.
Escrito por aricci às 09h33
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Poema olhando um muro
Do
escuro do meu quarto
-imóvel como um felino, espio
a lagartixa imóvel sobre o muro: mal sabe ela
da sua presença ornamental, daquele
verde
intenso
na lividez mortal
da pedra... Ah, nem sei eu também o que procuro,
há tanto...
nesta minha eterna espreita!
Pertenço acaso a raça dos mutantes?
Ou
sou, talvez
-em meio às espantosas aparências de algum mundo
estranho-
um espião que houvesse esquecido o seu código, a
sua sigla, tudo...
-menos
a gravidade da sua missão!
Mario Quintana.
Escrito por aricci às 09h27
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Visões ....
Escrito por aricci às 09h17
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minha querida niterói.
Escrito por aricci às 09h11
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Aviso aos passageiros
Para a todos que desembarcaram no dia de hoje minhas sinceras condolências.
Aos que permanecem solicita-se esperança, atenção, clareza, vontade, determinação, perseverança, discernimento, e honestidade de princípios.
Escrito por aricci às 09h05
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