
Escrito por aricci às 18h41
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O retorno
Escrito por aricci às 18h37
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Fiat lux
Ontem voltei,
Abri lentamente a porta...
Retornei a minha estranha morada,
Deparei com seus estreitos labirintos...
Busquei em vão por minha ausência
Não encontrei minha falta
Algo havia mudado.
Retornei...
Para os longos corredores,
Para a opressão em meu peito,
Para minhas sendas escuras,
Para floresta sombria da noite de meus oceanos...
Revi escombros de todos os meus naufrágios espalhados pela sala...
Mas, algo havia mudado...
Algo mudara no eco que até então ocupara o vazio,
Na impessoalidade dos objetos e coisas,
Nas lembranças penduradas nas paredes.
Algo mudou na cama de minha cela
Nas cortinas encarnadas do triste lupanar
Por um instante, percorrido foi pela vida,
Com sua rouquidão e seus suspiros calados.
Afetos sem dor atravessaram a imensidão do nada.
Deram significado, fizeram sentido à eterna seqüência.
Por instante fez-se luz...
Na efêmera centelha dos corpos,
Na efêmera esperança de fuga,
Na efêmera esperança de vida.
A. Ricciardi
Escrito por aricci às 18h30
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O regresso
Novamente regresso a minha casa, aos braços de minha fidelíssima companheira.
Aquela que sempre me conforta e deixa-me espraiar-me, enfrentar as tormentas de meus oceanos. Ouvir o eco dos mais profundos de meus abismos. Estar novamente comigo. Na paz do silêncio acompanhado.
“Ó, soledade! Pátria minha! Vivi muito tempo selvagem em selvagens países estranhos para não regressar a ti sem lágrimas!”
Fugi de ti como um torvelinho, por pensar ter feito demasiado tempo companhia à solidão.
Estive errado.
Escrito por aricci às 18h18
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